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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Comportamento de compra dos CIOs

CIOs (acrônimo em inglês para Chief Information Officer) de diferentes organizações estão sendo cada vez mais desafiados a repensar suas estratégias para garantir a continuidade dos negócios. Para isso, precisam buscar soluções que melhorem a performance de suas equipes, garantam resultados e custem menos. Preço e qualidade estão obviamente entre os critérios para a avaliação de fornecedores, porém existem outras características importantes a serem consideradas no comportamento de compra de um CIO.

A consultoria TechTarget lançou em setembro uma nova pesquisa sobre o comportamento de compra dos CIOs. O estudo revela que 77% dos entrevistados usam a internet como fonte para pesquisa de novas tecnologias. 56% apontaram usar conversas com vendedores chaves e 54% afirmara que usam o networking com os colegas de profissão.  A opinião da equipe e as conversas com os analistas foram apontadas como as principais fontes de informação para 29% e 25% dos entrevistados, respectivamente. Destaca-se, ainda, que 58% das pesquisas por fornecedores começam pelo Google. Além disso, o Linkedin é a rede social mais utilizada para este fim – 6:1.

Em relação à consideração dos vendedores, 1/3 disse considerar novos fornecedores em cada novo projeto; 57% afirmaram conversar com qualquer vendedor que ofereça uma solução para o seu problema, ou seja, buscam novos fornecedores quando precisam de novas soluções para problemas que surgem; e 87% responderam que avaliam diversos fornecedores em cada projeto.

Quais as lições de Marketing dessa pesquisa?

Estabeleça uma conversa estratégica: fale como a sua solução funciona e vá além – descreva como ela vai ser útil ainda nos próximos três anos, dadas as tendências atuais em tecnologia. Projetar cenário é importante. Ajude o CIO a enxergar todas as arestas, tenha o mesmo horizonte de planejamento do que ele, fale a mesma língua dele.
Discuta taticamente: apresente resultados. Depois da estratégia é preciso mostrar ação. Mostre como o uso da sua solução irá melhorar as margens operacionais, reduzirá custos, aumentará a receita e a produtividade.
Faça com que os CIOs te encontrem: quem não é visto não é lembrado. Desenvolva uma estratégia de conteúdo de valor e disponibilize nos canais de comunicação online – capriche no Linkedin!
Não esqueça da staff: os gestores são altamente influentes no início de novos projetos, mas a equipe de TI é crucial na escolha da solução.

Se você fica confuso com as siglas CIO, CFO, CEO e quer saber o que cada uma significa, clique aqui.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

OpenGov já chegou na sua cidade?

Seja você um entusiasta do governo aberto (conhecido pelo termo OpenGov, abreviação para Open Government), como nós da Ethos, seja você um sujeito ainda não familiarizado com esta modalidade de políticas baseada em dados abertos, inevitavelmente você estará sujeito a esta tendência.  No mundo todo as iniciativas de OpenGov estão ganhando espaço, mesmo em países pouco conhecidos pelos seus métodos participativos de tomada de decisão, como a China.


Podemos definir as iniciativas de OpenGov como a construção de canais (redes) de colaboração da sociedade na administração pública. Por meio delas, estabelece-se um modelo participativo de governança baseado na possibilidade de qualquer cidadão contribuir para a edificação de uma nova plataforma de governo mais aberta e transparente, que atende às demandas sociais. OpenGov está no cerne da noção de redistribuição de poder.

Usarei aqui alguns exemplos destas iniciativas nos Estados Unidos para esclarecer um pouco o assunto. Embora o Ato de Liberdade da Informação (Freedom of Information Act) tenha sido lançado em 1966, as políticas americanas baseadas em dados abertos (Open Data) só começaram a sair do papel nos últimos 7 anos (desde 2006 aproximadamente). Na vanguarda deste período estão Chicago, Filadélfia, Nova Iorque e São Francisco. Mas ainda assim Open Data nem sempre está no centro das discussões políticas por aqui (aos desavisados, digo “aqui” porque escrevo do sexto andar da SIPA, escolar de Relações Internacionais da Universidade de Columbia em Nova Iorque).  Mas a indiferença a esta oportunidade de participação cidadã na formulação de políticas públicas está mudando.
Só em 2012, sete novas políticas de dados abertos foram implementadas em nível estadual e municipal nos EUA.  As tendências de jurisdição são promissoras também: cada vez mais a promulgação em cidades menores, como a South Bend, Indiana, bem como em estruturas governamentais maiores. Quatro novos estados foram adicionados à lista dos que usam dados abertos: Utah, New York, New Hampshire e Havaí. Além disso, o governo federal (e agências específicas) refinou seus objetivos e políticas de dados abertos. Muitas cidades reforçaram, em 2013, a divulgação de informação e priorizaram a criação de dados abertos.
Como exemplo concreto, citamos o site NYC Open Data que compila dados do governo e outras fontes para uso público: informações sobre transporte, consumo de energia, descrição sobre colégios e universidades, entre outras informações que são super úteis à população. Para conhecer clique aqui.
Outro exemplo é da fundação Sunlight, que lançou um mapa das cidades do país já emprega políticas de dados abertos. Para visualizá-lo clique aqui.
E no Brasil? A cidade onde você mora já emprega políticas baseadas em Open Data? Você tem ideias de como isso poderia ser feito? Conte pra nós.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cidades Inteligentes

Então: De que é feita uma cidade?
De infraestrutura, operações e pessoas. Uma cidade inteligente interconecta estes pilares e tem o progresso como objetivo.

No nosso mundo de 7 bilhões de pessoas, uma a cada duas vive nas cidade, e nos próximos 35 anos este número será de duas a cada três. O processo de urbanização evidentemente afeta a infraestrutura das cidades que, muitas vezes, são pensadas para atender um número de habitantes muito menor.

Ao mesmo tempo, a população exige cada vez mais do lugar onde vivem. Deseja mais qualidade de vida, transporte eficiente e sustentável e sistemas de energia que deem conta de robustos sistemas econômicos; quer também se engajar nos discursos públicos, contar com líderes inspiradores e sentir orgulho das cidades em que vivem.

Hoje em dia, as cidades competem globalmente para atrair tanto a população – principalmente jovens qualificados – como investimentos e empresas. Uma cidade atrativa precisa oferecer serviços básicos que deem conta do crescimento constante de oportunidades, além de conseguir se diferenciar competitivamente por meio de uma economia forte e sustentável.

O desafio é grande, mas, felizmente, hoje os governantes podem contar com ferramentas capazes de coletar e analisar dados para monitorar, medir e gerenciar este complexo tripé (pessoas, operações e infraestrutura). Eles podem entender, por exemplo, como o sistema de transporte, a água e a energia interagem para conseguir aperfeiçoar suas operações de forma individual e coletiva.

Singapura, Estocolmo e Califórnia utilizam o software da IBM que coleta e analisa dados sobre o tráfego para prever uma hora antes onde o engarrafamento irá acontecer.

Em Londres, um muro de iPads localizado no Mayor of London's Office apresenta um fluxo constante de dados sobre o clima, o metrô, os níveis de irradiação, e até uma medida específica, calculada pelo aplicativo Mappiness da London School of Economics, que mostra quão feliz a cidade é. Há também um feed de Twitter que apresenta os trending topics de Londres.

Cidades inteligentes não esperam a economia melhorar para começar a agir. Elas focam na competitividade, em maximizar seus recursos e estabelecer planejadamente as bases para as transformações futuras.
  

A gente ainda precisa falar sobre a contribuição da população para solucionar os problemas da cidade. Mas este será tema para um outro post.  

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Chineses | a cultura do "show off"

Mostrar, mostrar, mostrar....
Os chineses e a cultura do show off. 


Clique e veja o infográfico que a Ethos fez sobre a cultura do 'show off' na China. 

Quer saber mais sobre as tendências de consumo entre os jovens chineses e planejar estratégias de marketing em terras mandarins? Entre em contato com a Ethos. info@ethosintelligence.com


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Os consumidores da China rural

Em 2012, pelo terceiro ano consecutivo, a renda anual dos consumidores chineses que vivem no campo superou a das cidades. Este movimento positivo está relacionado a dois fatores: o aumento do salário dos trabalhadores migrantes (incluídos na métrica da renda líquida rural) e os esforços políticos para o fortalecimento da rede de segurança social nas zonas rurais do país. (Não que estes dois fatores já tenham alcançado níveis justos ou ‘dignos’).


A renda per-capita líquida dos habitantes rurais aumentou 10% em 2012. No ano anterior, a taxa tinha sido de 9,6%. Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas chinês o aumento deveu-se ao principalmente ao incremento observado na renda dos trabalhadores migrantes. O poder de compra também apresentou incremento por salários auferidos pelos camponeses que trabalham nas cidades.
A renda per capita líquida dos habitantes rurais subiu mais do que a da população urbana em 2010, pela primeira vez desde 1997. As vendas do varejo em regiões rurais cresceram 14,5 por cento no ano passado, superando áreas urbanas, que aumentou 14,3 por cento. Os gastos das famílias rurais ficaram em 2.780 trilhões de yuans (aproximadamente $ 447 trilhões) no ano passado, menos de um quinto das famílias urbanas. Hoje a população urbana representa 52,6 por cento dos 1,35 mil milhões de chineses, segundo estatísticas oficiais do governo.



O movimento da renda favorecendo as famílias rurais sinaliza o objetivo de Pequim em disseminar ganhos e aumentar o consumo, a fim de sustentar a recuperação do crescimento e reduzir a dependência da economia sobre as exportações, cuja taxa de aumento em 2012 foi 50% menor do que a registrada no ano anterior.
Porém, a situação evidencia necessidades de medidas sensíveis, como a revisão do sistema de registro de residência – denominado hukou - que limita a mobilidade de pessoas e mantém 642 milhões de camponeses impossibilitados de ingressar na força de trabalho urbana.  Em fevereiro de 2012, o Conselho de Estado manifestou intenção de implementar políticas que auxiliem os habitantes rurais a inscreverem-se como residentes urbanos em municípios de pequeno e médio porte. Mas o Conselho informou a continuidade de políticas que visam “controlar razoavelmente" a população das grandes cidades, incluindo Pequim e Xangai.


A tarefa de casa

Reforçar o papel do consumo como impulsionador do crescimento econômico é uma das tarefas mais importantes da agenda econômica chinesa para este ano. Como afirmou Stephen Roach, ex- presidente da Morgan Stanley na Ásia, em um artigo de opinião para o portal Project Syndicate esta semana, “sem equilíbrio e reformas os dias do pouso suave chinês podem estar contados”.
Apesar dos ganhos observados na renda per capita líquida dos habitantes rurais, a marca de 7,917 yuan alcançada em 2011 é cerca de 3,5 vezes menor que a dos moradores das cidades. Números que sinalizam a chegada da hora de repartir o bolo e evitar tensões sociais.
Durante os 10 anos em que o presidente Hu Jintao e o primeiro ministro Wen Jiabao – ambos na iminência de se aposentarem – o governo aboliu impostos agrícolas, expandiu a cobertura de programas de saúde e aumentou os preços mínimos para compra de grãos dos produtores rurais. Medidas estas adotadas com a intenção de impulsionar o desenvolvimento rural.
A década Hu-Wen termina em março de 2013 e apresentou a maior taxa de crescimento médio do país desde o início do processo de abertura, em 1978, época em que a prosperidade econômica se transformou na principal fonte de legitimidade do PCC.  Pelos próximos dez anos o país será governado pela dupla Xi Jinping e Li Keqiang, representantes da “quinta geração de líderes” que serão o presidente e o primeiro-ministro da segunda maior economia do mundo, respectivamente.